terça-feira, 18 de março de 2014

"Seu sorriso: sua marca!" Uma irmã e uma descoberta.

Hoje é aniversário da minha irmã mais velha.
A que foi filha única por 4 anos e mesmo depois tendo que dividir os pais, a casa e os brinquedos, foi uma adorável pessoa!
Aquela irmã que continuou me amando depois de eu estragar toda a sua bandinha, abrindo cada um de seus brinquedos (tirando a corda do violão, rasgando a sanfona, etc, tudo pela ciência, tudo para ver como o som acontecia).
Para descrevê-la ainda haveria muito, e posso afirmar que não é necessário, esta pequena introdução já se encarrega de deixar claro que ali há um ser humano amoroso e que sabe se refazer!
Dias atrás - ela não me ligou - para contar seus dilemas com as novas possibilidades de trabalho, e isso e aquilo, e esse tem melhor salário, e aquele tem esse benefício, e o outro tem um impedimento assim e tal. Eu soube pelo meu pai e lógico que liguei na hora para saber melhor e para conversarmos. Ela disse que não queria me incomodar com esses assuntos a essa distância (mil quilômetros de distância entre nós, para quem não sabe...).
Conversamos, e aquilo ficou na minha cabeça. Os dados daquele assunto em si e também a abstração deles, pois em geral, são pertinentes a situações e pessoas diversas.
Eu também tô numa situação um pouco parecida, pensando o que faço da vida... rsrs
Muito já pensei e já 'des-pensei', e ontem cheguei a uma conclusão deliciosa, que hoje quero compartilhar com minha irmã.

"Sou capaz de fazer muitas coisas, MAS SÃO POUCAS COISAS QUE ME FAZEM!"

Por vezes, queremos tanto uma coisa, e quando ela finalmente acontece, nós já mudamos e aquilo não faz mais tanto sentido... Minha irmã passou num concurso que era o seu sonho ao iniciar na primeira faculdade, aos 17 anos. Mas já se passaram outros 17 anos... Certamente ela já mudou muito. Já fez outra faculdade, já teve outros sonhos, e agora esse se aproxima de tornar-se realidade e... Pra onde foi aquela empolgação? E o novo rumo profissional? Afinal, são mais de 17 anos em outros trabalhos.

A gente muda, o mundo muda por isso, nossas vontades mudam, nossa cabeça muda, nossos sonhos mudam, a família muda, o rumo muda. E é tão bom que seja assim! Bem vinda, mudança, pode chegar e se instalar!

Ontem eu recebi um belo presente! Um amigo querido me presenteou com danças circulares, que eu pratico há anos, adoro, e que venho preparando para realizar na nova cidade que moro. E com ele vieram dois grandes presentes: um momento de afeto muito grande entre meu filho e eu, com o companheirismo dele, a parceria, e a sintonia de vibração entre nós; e também o elemento que faltava para compreender algo que eu estava buscando.

Dancei, dancei, dancei... tirei o foco da mente, deixei rodar no corpo, e como isso me toca fundo, só então compreendi: A dança me compõe!
Eu posso fazer muitas outras atividades na vida, e em termos laborais também: no que for preciso mesmo! E gosto de muitas coisas, como cozinhar, limpar, ensinar, projetar, articular, analisar, pesquisar, redigir, cantar...
Mas são poucas coisas que me arrancam um choro emocionado, que me fazem me sentir inteira! Poucas me fazem me sentir tão bem! São poucas que juntam minha mente, corpo e alma, sabe? Que naquela hora me põe no presente sem deixar espaço ou sentido para preocupações externas.
Há anos atrás, eu abominaria a ideia de dançar. Não dançava nunca, nem nas festas com a família. Nunca imaginaria que dançar me faria bem, e que poderia ser minha profissão um dia. Mas aqui estou, feliz com a mudança, e aberta ao que mais vier. Tantas coisas inimagináveis ainda poderão me acontecer, que delícia! 
Hoje eu fico feliz com isso. Amanhã eu não sei, e o melhor, não estou preocupada em saber! Quando o amanhã virar hoje, eu vou descobrir.

Então, minha querida irmã, nesse seu aniversário, permeado de dilemas sobre o trabalho, as opções de vida e os rumos que mudam a partir de sua decisão, quero lembrar-lhe que a vida só acontece hoje, e que quando você estiver completa, nenhum outro pensamento a perturbará.
Eu sei que você é cheia de talentos, e agradável como é, todos a querem por perto, mas na hora de escolher, não pense naquilo que você vai fazer. Perceba o que é que vai fazer você!

Bem, sei que não preciso dizer, mas quero, então direi: te amo um montão, te quero bem demais, e tô me esticando ao máximo aqui pela internet para garantir que meu abraço chegue até você! Acho que nunca disse, mas seu abraço é acolhedor! Obrigada por tudo, gratidão! Te amo de novo!

Seu sorriso: sua marca!
Foto pessoal: blogdabia.com





terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Eu sou, sendo.

De vez em quando, me dou à leitura de algum texto sobre maternidade, geralmente em blogs. Gosto de ler o que passam as mães - compartilhando e usando da alteridade para adquirir experiências, pois ainda que advindas externamente, podem me servir de referência.
Porém, não gosto muito quando alguém escreve "sobre a maternidade", como se fosse um evento à parte do que vivem os envolvidos.

O texto que li essa semana falava sobre 'as mães perfeitas', e a autora as estereotipou como aquelas que ficam com o filho o tempo todo, são ecologicamente corretas, e mais um tanto de coisa lá que - a mim - caracterizavam uma pessoa que pensou muito para agir de maneira diferente da maioria. Primeiro que, 'perfeitas' é um termo que hoje cansa minha beleza... rsrs Alguém que diz isso já logo se coloca na retaguarda, mas atacando: existe um ser perfeito, e este não sou eu. Partindo do princípio de que todos sabemos que ser humano perfeito não existe, o autor da frase se subjulga para comover, para mostrar sua pequenez. Se desculpa por existir! (me poupe...) Os comentários são duais: " apoiada, onde eu assino?" ou ainda "nós, as mães 'perfeitas' também sofremos...", como se o mundo fosse dual e o texto fizesse algum sentido.

Ontem me peguei contentíssima por acertar - de primeira - retirar de uma massa de doces, 14 gramas de cada vez! Explico melhor: tenho feito doces para vender, e da massa preparada, eu pego um bocadinho e peso. Até 7 vezes seguidas de exatas 14 gramas eu contei! E minha satisfação era de ser tão precisa! E tava contente mesmo... rsrs
Depois, que faz isso e aquilo, pensei que eu gostaria, em cada coisa que eu colocasse a mão, fazê-la de forma excelente, ou seja, caprichar em tudo. T-U-D-O. Não importa o quê, quero fazer bem feito a minha ação naquele momento. 

Ah... Como nomear as coisas é bom, não? Identificar, nomear, saber explicar, é aliviante! Por isso é tão importante sermos pacienciosos para compreender as crianças: elas, muitas vezes, não sabem nomear seus problemas ou sentimentos, e isso angustia. Nós, os adultos, é que podemos desenvolver a capacidade de compreender isso e ler os sinais que a criança apresenta, e na falta de entendermos exatamente o que é - o que é bem comum - podemos nos solidarizar para ajudar-lhes a passar pelo momento difícil: isso inclui ataques de birra. (Texto maravilhoso sobre isso aqui!)

Não há expectativa de perfeição mais em mim, e nem essa história de 'ser perfeccionista'. Não! Saiu tudo quando eu compreendi que eu quero fazer bem feito o que aparecer pela frente. Gosto de ser precisa nos movimentos e ter excelência nas ações. Faço tudo da melhor maneira possível. 'Dou o melhor de mim' e durmo com a consciência tranquila...

Eu sou feliz sendo!
Imagem pessoal: blogdabia.com



E você, já encontrou aquilo que faz que “é tão seu”? Como sente-se bem, verdadeiramente?

Fácil não é...

Conversando com uma colega recém-casada e que pretende ser mãe, comentei sobre o início da amamentação que minha Amiga está passando nesse momento. A colega recém-casada chegou em minha casa enquanto havia entre minha Amiga e eu uma troca de mensagens sobre a amamentação, o que fazer, onde procurar apoio, a 'culpa' por não sair da forma esperada, a opinião da pediatra, e muito mais. 
Aí eu me lembrei que as propagandas sobre maternidade que eu já assisti eram lindas, sempre com crianças mamando tranquilamente, e a mamãe sorrindo enquanto incentiva a outras mães a fazerem o mesmo. Não há mentiras ali, na minha opinião, há omissão de possibilidades: reais, frequentes e muito comuns. O bebê pode não pegar direito, seu bico pode ser invertido, pode doer, empedrar, rachar (cortar mesmo, de sair sangue e você ver sangue na boquinha do bebê), é preciso estar fisicamente e emocionalmente disponível para o momento, pode doer as costas, os braços e o pior... pode ser que seu bebê chore (aparentando fome), durma a cada encostada no peito e acorde toda vez que for afastado dele, pode não estar engordando como as famigeradas tabelas que alguns pediatras seguem, e pode não demonstrar tranquilidade e sensação de conforto como na propaganda.

"Epa! Tem algo errado aí!" O que as mães têm de 'bagagem' para amamentar? Se for uma propaganda de TV, ela logo vai achar que há algo de errado com ela, e infelizmente, nossa 'vergonha' de sentir que está fazendo algo errado faz com que calemos e nos retiremos. Se houve uma instrução boa, uma pesquisa boa, uma amiga ou profissional boa ao lado, a mãe logo vai perceber que há uma falha sim, mas é no comercial de TV, e não nela. Que a vizinha da vizinha e a mãe da mãe também passou por essas - e outras - que ela talvez nem passe, pois cada um tem sua história. Mas que, no fundo, só corroboram como testemunho de que calar, se culpar, se retirar e se envergonhar são o caminho certo para o fundo do poço, aquele terrível lugar onde podemos chegar ou ao menos nos avizinhar do chamado babyblues (junte cansaço e queda brusca de hormônios, com inexperiência e responsabilidade enorme por um novo ser). Ou seja, se não nos cuidarmos, há um risco de sentirmos muita tristeza e angústia num período que pode ser maravilhoso. Veja bem que eu escrevi "pode ser", e não "tem que ser", pois essa última frase carrega um peso danado... ela nos põe a obrigação de sentir algo. E você já tentou se forçar a sentir algo que não está sentindo verdadeiramente? Gostou??? Sabe, pra um monte de coisas, não há mistério para compreender, basta colocar-se no lugar do outro, colocar-se na situação como se a estivesse vivendo, e vê se pára de se cobrar e de cobrar os outros de que eles "tem que" alguma coisa...

Mas.... ao contar à colega (a recém casada, lembram? rsrs) que não era fácil amamentar, ela respondeu MUITO SURPRESA: "Não?". E ela é professora de criança pequena, assim como eu também fui antes de ser mãe e fui pega de surpresa na realidade. Mesmo o contato com os pequenos não nos dão o conteúdo 'ser mãe' de forma automática! Fiquei muito contente em poder dizer-lhe que não é fácil, mas que, em geral, são situações que passam logo, e que existem apoios. Bem, a mim foi de grande utilidade o grupo Amigas do Peito, que pela internet (pela leitura dos relatos, das perguntas e das respostas acolhedoras), muito me ajudaram.
Fico contente em poder viver a realidade ---- e não o ideal heroicizado ---- e lembrar às pessoas dessas coisas. Somos tão reais quanto podemos ser!

'Não ser fácil', no contexto a que me refiro, é uma afirmação que serve para acender o desejo de mais conhecimento, de ser capaz de se solidarizar (aos homens é importante saber disso!) e de encorajamento para passarmos pelos dias mais complicadinhos. Ou não há dias chuvosos ainda que em pleno verão?

(Escrevi sobre isso aqui, há mais de três anos.)
Imagem do site: amigasdopeito.org.br

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

A armadilha da "Mulher Maravilha"...

Fiquei tentada a escrever um post em 04 de fevereiro agora, contando tudo o que tinha acontecido, o que era um montão de coisas diversificadas, incluindo acordar no interior e anoitecer na praia...

Contudo, como contei no último post, por vezes os textos não saem por falta de terminar de elaborar internamente os conteúdos. Afinal, o que escrevo aqui é sobre MIM, e não uma narrativa programada como se não fosse a vida que vivo.

E a vontade era de escrever isso aqui:
Hoje,
acordei no interior e dormi no litoral.
Portanto, fiz uma viagem, com direito à parada para levar o filho no otorrionolaringologista e naquela cidade lanchar com a família no tipo de estabelecimento que me agrada: simples, indicado pela qualidade, onde trabalha uma família que elabora seus produtos e os vende honestamente.
Pela manhã tomei banho, terminei a mala, cuidei dos lanches e brinquedos a levar, organizei a casa, pedi a tesoura da vizinha cabeleireira emprestada para cortar meu próprio cabelo. Eu cortei o meu cabelo - e DOEI - para a fabricação de perucas para crianças com câncer. Pesquisei o endereço de envio, escrevi no envelope, fiz uma cartinha com meu filho, enchemos de boas energias e levamos aos Correios. 
Precisei terminar uns produtos que vendo, fui (fomos) procurar para comprar fita dupla face, não encontrando na primeira papelaria. Em casa, embalei, empacotei, imprimi a etiqueta e, por fim, colei. Entreguei. 
Troquei mensagens com a Amiga que estava indo da maternidade para casa com seu pititico nos braços. Preparei algum almoço rápido, comemos, limpamos aquela louça  e saímos de casa às 14h.
E isso com meu filhote de 3 anos a tiracolo.
No caminho para a praia me sentia bem por ter conseguido realizar tantas coisas, uma vez que as considerava necessárias ao dia. Me senti a Mulher Maravilha...
Chegando lá ainda conseguimos dar uma pequena volta pelo centro local, jantar e se inteirar de como funcionavam as coisas, onde era a praia para sairmos da cama cedo no outro dia.
Na praia com tratores
Fonte pessoal: blogdabia.com

Poucos dias depois, quando nada parece sair do lugar, e aquela louça do almoço que você lavou e guardou insiste em reaparecer na pia a todo momento (rsrs), a gente se sente o quê??
Porque, convenhamos, tem dia que a gente (no caso, eu... rs) se sente.... hum... como posso dizer aqui? É que a melhor forma de expressar começa com "cocô", e isso não é lá muito fino dizer  =P  Mas você já se sentiu "o cocô do cavalo do bandido"? Olha que esses dias costumam ser bem compridos, viu?!

Aí, ouvindo umas coisas que eu gosto de ouvir para aprender a me conhecer melhor, uma frase foi PÁ! Lá no fundo... "VOCÊ NÃO PRECISA SER MARAVILHOSA, VOCÊ É HUMANA!"
Eu só preciso me aceitar humana! E não querer ser a Mulher Maravilha, como se ela existisse e fosse real. É lógico que no dia em que o coração se enche de alegria de poder doar parte de si a alguém, como foi o caso do corte de cabelo com essa finalidade, parece até que o tamanho do peito aumenta para caber o coração lá dentro! Mas isso porque eu sou HUMANA, e minha humanidade se sente bem em fazer trocas com outros humanos, sejam eles conhecidos ou desconhecidos. Afinal, isso não importa, do lado de fora de mim há muitos humanos, exatamente como eu.
Então, é a Humanidade que me faz vibrar fortemente, e não a fantasia de super heroísmo.

Outra frase que ouvi há pouco e que ajuda a organizar esse raciocínio é que "a criança precisa de imaginação e não fantasia". Para que não haja interpretações distoantes, vou colocar aqui um exemplo: a criança precisa ter a liberdade de criar, e não "receber" as fantasias elaboradas por adultos cheias de distorções/moralidades/comportamentalismo que cumprem a função desejada pelo adulto, como por exemplo a história do Papai Noel... Cada vez que penso nisso, chega a me dar gastura no estômago! Sério! Cria-se uma história (e cada um cria a sua, de acordo com suas 'necessidades'), inventa-se uma mentira combinada e conta à criança como se fosse verdade, e a tirania aumenta quando cobram da criança um determinado tipo de comportamento para que no final ela seja 'presenteada' com um objeto saindo de uma fábrica por aí, quem sabe pela China afora... 
Essa história da "fantasia" de fora para dentro é tão prejudicial à imaginação! A criança passa a fazer suas histórias a partir dos modelos: ela brinca de ser a "princesa" - a partir do estereótipo de princesa, que é cruel, em termos estéticos, que em geral é disneylandeado. 
Tente você mesmo: já viu a fruta physalis? Se conhece essa, tem que tentar com outra, que você nunca viu: já viu jambo? ou araticum? ou pitomba? Pense numa dessas que nunca viu, e tente desenhá-la. Arrá! Você não sabe como é, né? Não tem modelo! Então vai criar, inventar... sentir a liberdade de ser o criador da ideia! 
Mas vou te contar uma coisa: o physalis é uma fruta pequena, alaranjada, casca lisinha que chega a ter um óleo que a envolve. Pff... viu como era "fácil" desenhar? Por que eu não disse antes, né? Continue aí o desenho (ou a representação mental dele): o physalis vem dentro de uma espécie de envólucro, uma capinha, que parece um balãozinho de festa junina, meio enrugadinho, do cabo para a pontinha. Para comê-lo, comece abrindo essa pontinha. Tira essa casquinha natural e pode comer o fruto inteiro.
Complicou? Agora que você sabe que tem um 'padrão' (nesse caso, a descrição do physalis), sente-se incomodado da possibilidade de não tê-lo alcançado? Percebe como você depende de mim para confirmar ou destruir suas ideias? Você ficou sem autonomia, né?

Eu não gosto de me sentir assim, e você? Será que as crianças gostam? Por que os "heróis", justamente o comportamento não-humano é vangloriado? Não te parece que temos isso internamente enraizado e levamos conosco à vida adulta como um ideal? 

Ao 'baixar' minhas expectativas para querer sentir-me simplesmente humana, me dá um alívio danado...
Afinal, a duras penas, cheguei à uma conclusão que posso dizer foi o resumo de lições de 2013 para mim:
TUDO O QUE EU QUERO SER, É PORQUE EU AINDA NÃO SOU!

Se digo que quero ser organizada, na verdade é porque não sou.
Se quero ser mais arrumada, é porque não sou.
Se quero ser mais isso, menos aquilo, é porque ainda não o sou...
Tão simples depois de sintetizado, tão complexo quando vemos que o que a gente quer, parece fugir da gente.

E o que eu quero ser, não estou sendo. O que estou sendo agora? Cadê o espelho? Por que nunca gostei dele? Como posso passar por um e não perceber que minha imagem também passou por ali?

O mundo não precisa de muito, apenas um pouco mais de Humanidade.

Quanto mais Humanidade, necessariamente haverá menos: guerras, fome, exploração, depressão.
O humano é capaz de se colocar no lugar do outro. O herói não pode, ele tem objetivos a alcançar. 

Tenho tido muitos, muitos, muitos pensamentos de coisas diversificadas que parecem querer buscar um encontro, uma finalidade, uma junção. Tô em busca da cola para unir tantos conhecimentos que venho adquirindo e que fazem total sentido para mim. Sabe quando cai um montão de água na pia depois de um tempo ela se 'organiza' em movimento circular e desce pelo ralo de forma coerente? Pois é, tô esperando o momento dessa organização chegar... rsrs
Mesmo com tantas coisas na cabeça, hoje achei que precisava buscar por algo novo. E como você busca algo novo, que não sabe o que é? rsrs Difícil... Mas hoje acabei encontrando EFT. Tô começando a conhecer. 

Interessante que eu não gosto de rótulos para 'definir' pessoas, mas as pessoas buscam por coisas em suas vidas - e todas as coisas têm nomes. Então, não é que eu SEJA isso, mas tenho ações coerentes com isso... e hoje busco uma vida mais simples, minimalista, vegana, de visão holística, natural, agroecológica, atenta, ativa, autônoma, autêntica, compartilhada e humanamente feliz!


segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Transformação total nível 10!

Bah... 
Mais de um ano sem postar. Não faltou vontade, não faltou assunto, não faltou arrependimento por isso... 
Escrever me reorganiza e talvez tenha faltado coragem (humm... não é bem isso), acho que faltou chegar o momento de sentar e me reentender, já que o processo de transformação foi total nível 10, sei lá de quantos níveis, já que não quero limitar a vida, e tenho gostado dela ser tão surpreendente!

Perceberam que comecei o post com "Bah..."?
Uai, a paulista filha de mineiro aprendeu a sentir e expressar o que vem a ser o Bah gaúcho! 

Um breve resumo, muito piquitico mesmo, só para situar das mudanças transformações das quais estou falando:

- mudamos de domicílio: São Paulo para o Rio Grande do Sul
- mudamos só nós três: papai, mamãe e filhinho
- mudamos porque quisemos
- mudamos sem ter nenhum parente num raio de mil quilômetros
- mudamos sem nenhum armário de quarto e cozinha
Casa grande, fim de reforma, pedreiro, pintor, eletricista e todos os outros que faziam com que a nossa casa parecesse um canteiro de obras e não um lar.
A cabeça também mudou um bocado, e queríamos uma casa com menos área interna e mais pátio, afinal ficamos todos juntinhos dentro de casa, além do trabalho de limpar e manter uma casa grande, e além das ideias de que precisamos de pouco para viver - a essência da vida requer pouco! Consequência:
- mudamos de residência: viramos vizinhos da casa que morávamos, e nossos antigos vizinhos passaram para a nossa casa (a grande) e continuamos com ótimos vizinhos. Foi muito bom ter a chance de "escolher" os vizinhos... rsrs
- mudamos para uma casa recém terminada, linda, mas com muitos problemas. Muitos. Alguns (sérios) ainda persistem...

Então saímos de uma cidade enorme para uma cidade micro, do calor abafado e poluído para a beleza da neve e as geadas constantes. Reaprendendo a viver o cotidiano. 
Já pensou em se mudar para um lugar onde t-o-d-a-s as pessoas são suas desconhecidas? Todas as relações são novas a você, todos os lugares e muitos costumes? 

Bem, para ser pequeno, esse resumo já deveria ter terminado, mas vamos considerar todo o tempo de "férias" que o blog teve, está bem? rs

- tornei-me totalmente vegetariana - já tem mais de um ano!!!
(você sabia que leite, ovo e peixe não são vegetais, né? então não pergunte se eu não como nem peixe, tá bom?  =P )
- filhote foi pra creche na cidade nova, pra conhecer outras pessoas e não ter seu 'círculo' de conhecidos restrito a nós dois (papai e mamãe)
- aconteceu o desfralde diurno e o noturno tá quase
- ando cada vez menos dependente de indústrias e grandes corporações em geral (já fiz meu desodorante, aromatizante de ambiente (tudo com óleos essenciais), não uso mais amaciante de roupas e muitas outras coisas)
- especializei-me em comida saudável, pesquisando, aprendendo, testando e comendo, claro.
- voltei a trabalhar fora formalmente
- respondi a perguntas inusitadas a alunos gauchinhos, curiosos sobre a vida em SP, a mais marcante foi "Profi, a senhora era famosa lá em São Paulo?" (O que mais deve se passar nessas cabecinhas, não?)
- conheci o que é minimalismo (brevemente: focar-se no essencial e eliminar o supérfluo), e tenho buscado aplicá-lo nos diversos campos da vida
- fui a SP três vezes em quatro meses especialmente para visitar meu pai, que caiu do telhado e ficou quatro meses internado (quase o tempo todo em UTI)
- viviiiiii e aprendiiiiii demaaaaaais com esse momento
- voltei a estudar e usar Libras
- cantei no show de natal da escola... kkk... que vergonha pública... rsrs

De tudo, de tudo, tem ficado duas coisas bem fortes comigo:
Viver o momento de forma consciente, seja ele qual for, não o desperdice. (É tudo o que você tem, é o agora)
Me peguei vivendo sonhos lá de trás - tô até tentando lembrar outros sonhos pra ver se ainda quero vivê-los mesmo... rsrs), como por exemplo: numa visita que fizemos ao Rio Grande do Sul há uns 7, 8 anos, eu vi uma garotinha que acompanhava seus pais vendendo seus produtos caseiros numa feira de produtos locais, pensei e disse ao meu marido: "É com essas crianças que eu quero trabalhar", como bem escreveu Rubem Alves "Quero ensinar as crianças, elas ainda tem os olhos encantados", e aquela menina os tinha!
E no ano passado atuei como professora substituta na (única) escola municipal da cidade, e conheci de cara pelo menos 300 alunos, podendo trabalhar com uns de maneira mais próxima do que com outros, nas aulas de reforço. Aliás, esteve aqui outra realização de sonho: eu saía com os alunos à pé para pesquisarmos animais pela vizinhança para escrever, ou então para comparar o preço dos mantimentos nos mercados, e tudo de maneira simples e tranquila!
Focalizei rodas de Dança Circular (até com mais de 150 pessoas), sigo cozinhando, criando pratos, e espalhando o que sei sobre vida saudável.

Sigo VIVENDO A ALEGRIA DE VIVER AS ESCOLHAS, de ser e passar o que sei e sou para o meu filho, sigo vivendo o companheirismo do casamento.

Mas bah... do tanto que chorei e ri nesses últimos tempos, talvez o blog tenha esperado o tempo necessário para não parecer confuso ou bipolar... hehehe

Quero - com muita força - não sumir daqui, para que eu não sinta mais essa sensação de que há uma parte de mim perdida (é bem ruim), então terminarei com uma frase que eu tinha recortada de revista quando era adolescente e agora serve para terminar esse post, e é para você:
"Você vem ou será tarde demais?"

De brinde e para comover... rsrs... uma foto do dia em que o sr. misturador de comida (meu filho) estava comendo ao mesmo tempo: polenta, morango e chimarrão, era uma bicadinha em cada um, sequencialmente - metódico como é - e sem deixar pra depois três coisas que ele adora comer nessa vida. Temos muito o que aprender com esses pequenos pouco formatados socialmente!
Fonte: blogdabia.com






sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Ceia de Natal do Chef Léo Esteves (NA SUA CASA!)


Gente que se esbalda no Natal, tudo bem? rsrs
Sou a deliciosa Bavaroise de Chá Verde do Chef Léo Esteves
Foto: Melissa Audi retratoatelie.com
Hoje tô aqui pra contar que agora sou amiga do chefe! Ou melhor, do "Chef" Léo Esteves! hahaha

Léo Esteves, como descreve em seu próprio site, é
Um jovem Chef que trabalha com os 5 sentidos dos clientes através de cada prato servido, misturando sabores, aromas, cores e texturas diferentes, ao melhor som da alta gastronomia.

Eu já tive oportunidade de provar e aprovar várias delícias preparadas por ele. Recomendo demais o serviço de Home Chef que ele realiza!
Uia que chique: você vai oferecer um jantar (ou almoço ou festinha) para convidados especiais, e contrata o Léo. Dá uma arrumada na casa e capricha no seu visual. Senta e espera pelos convidados.
O Home Chef Léo Esteves é quem vai cuidar de comprar tudo, preparar pratos deliciosos, servir (e encantar), e de quebra te devolve a cozinha em ordem... 

É uma gastronomia diferenciada, e muito apreciável.

Mas para esse Natal, como ele não é o Papai Noel - que consegue estar em todas as casas na mesma noite - ele te prepara a Ceia congelada. Você leva pra sua casa e... dá-lhe forno. Tá pronta!

Que tal uma Ceia de Natal preparada por um Chef da Alta Gastronomia? 
(Humm... acho que você se esforçou bastante esse ano, e merece esse presente, né? =} )

Agora, a melhor parte... o DESCONTO!!!
Quem fizer os pedidos até 05/12 tem 10% de desconto!

Faça uma visita ao site e veja o cardápio: pratos e preços. Depois já mande seu email encomendando ou solicitando informações. Mas se quiser aproveitar a chance de falar com o "Chef", liga pra ele... rsrs
Vai direto pro cardápio se você clicar no link abaixo:

Para deixar um gostinho doce na boca, coloco aqui duas fotos: 
Bavaroise de Chá Verde   e   Brownie com Sorvete de Menta
P.S.: Eu comi dos dois doces... vixi... é bom demais!  =)

E eu sou o Brownie com Sorvete de Menta... Nham Nham...

Foto: Melissa Audi retratoatelie.com

domingo, 11 de novembro de 2012

"Quiéio"

Meu "bebê" começou a se denominar "eu".

Uma das marcas fortes de que o ser se reconhece é a auto denominação "eu".
No caso dos pequenos, reconhecer-se a si é parte fundamental da constituição da individualidade.
Apesar de ainda sentir que estamos fundidos emocionalmente (fusão emocional conceituada por Laura Gutman), percebo que ele inicia uma nova jornada. Uma jornada própria, na qual eu farei questão de participar ativamente.
Tão importante quanto sermos o suporte um do outro enquanto isso se faz necessário, é saber deixar crescer também. Saindo do corriqueiro dualismo, aqui não tem "fácil e difícil". Assim é, e o melhor é deixar fluir.
Sou grata por todo esse tempo que pude estar ao lado dele, sendo eu e sendo ele; e ele sendo a mim e sendo a si, de forma que estamos nos formando juntos, assim: eu fui me tornando mãe e ele foi se tornando uma pessoa especial!
Passado esse intenso primeiro tempo de vida, nossos indivíduos voltam mais a si. Não quero perder essa conexão interior que aprendi com a chegada do meu filho, e se soubermos levá-la adiante, cada um consigo, poderemos estar ainda mais conectados. Por escolha! E isso, para mim, faz imensa diferença!

Quando ele fizer 2 anos (falta 1 mês e meio), vou parar de chamá-lo de meu bebê.... rsrs
Lembro que, quando trabalhava em creche, achava engraçado ver as mães buscando seus filhos e os chamando de bebês. Eu pensava "ele já anda, não é mais bebê", "esse já fala, não é mais bebê faz tempo", e assim segui com uma lista de algo que eu não sabia, mas me incomodava. Ao menos não jurei que nunca faria isso, daquelas coisas que cuspimos bem alto e voltam com força total. Agora entendo porquê elas os chamavam de bebê, e porquê aquilo me incomodava... Eu viria a partilhar dos  sentimentos delas para entender.
Ele já está uma criança bem sapeca e não se parece mais com a ideia que eu tenho de bebê. Vou esperar seu aniversário só pra poder falar "meu bebê" por mais um mês e meio, vou gastar a língua... kkk

Esses dias perguntei ao "meu bebê" (rs) se ele queria comer algo. Ele respondeu "Quiéio".
Ele não disse "Qué" como de costume, e que foi uma das primeiras palavras que falou.
Disse "Quiéio", minha gente. Coisamaisilindadamamãe!!!

Estou levando esse "Quiéio" como um marco divisor, a despedida do bebê e as boas vindas a um sapeca menininho!
Seja bem vindo, seu sapequinha!

Calma, gente, isso é terra, e não cocô!
Sapequinha antes do banho e depois de brincar com sua caixa de terra.
 


terça-feira, 3 de julho de 2012

Uma grande lição que aprendi com a maternidade

Fiquei grávida e fui perdendo o domínio do meu corpo, que adquiria vida própria e não me obedecia.
Crescia pro lado, crescia pra frente, me enjoava. Me apertava quando eu queria respirar.
Não me permitia fazer tudo o que eu fazia antes.
Eu sempre fui pequenininha, e tive bastante mobilidade. E isso se perdia.
Parecia fugir do meu controle, não depender mais de mim. 


E aprendi uma grande lição: não dá pra dominar tudo!
Não dá pra dominar quase nada. Ou será... não dá pra dominar nada?


Passada toda a reflexão do tema, concluí que a falta de sensação de segurança, me fez muito bem.
Só pra contextualizar: adoro planejar, adoro organizar, gosto de saber onde está cada coisa, quais as consequências para cada ato... Dessa forma, previsionando tudo, eu me sentia bem.


Eu achava que podia controlar, segurar as coisas.
Agora vejo que não.
Ao contrário.
E o contrário de segurar, não é insegurança. 
O contrário de segurar, nesse caso, é soltar.



Com a gravidez, me permiti seguir meu corpo. 
E pedi pra minha mente seguir meu corpo, tentando abster-se de, pelo menos, 9 meses de dominação.



Gostei tanto do resultado... porque soltei.
Permiti que as coisas acontecessem e me senti muito mais livre, muito mais solta.
Eu achava que podia segurar as coisas, e na verdade, elas é que seguravam a mim...

Eu achava que dominava, mas estava sendo dominada pela ideia de dominação... rs
Imagem; iconarchive.com



domingo, 10 de junho de 2012

Dia dos Namorados em Sampa – para quem estiver só ou acompanhado...

 Groove Allegro

Marque esse nome!

Um som diferente, contemporâneo, agradável e produzido por qualificados profissionais.
Orquestra, dj, percussão, coro: sob a batuta do maestro, começa o som diferente, irreverente, alegre e contagiante.
Pra você não achar que estou exagerando, dá uma olhadinha no vídeo. Vai, eu espero...


Essa reunião de talentos poderá ser assistida nessa terça, no famoso “dia dos namorados”.
Olha a vantagem: você, levando alguém pra ver um ESPETÁCULO a apenas 20 reais!!! Ou então, saindo pra curtir a vida acompanhado de você mesmo, sem ficar em casa pensando que to-dos-os-a-mi-gos estão com seus pares numa noite romântica. O som contagiante pode até animar o cupido a sair lançando flechas por lá, hein... rsrs

Teatro Grande Otelo. Alameda Nothmann, 233 - Campos Elíseos, SP.
E se for estudante, professor, idoso e aposentado, ainda paga meia.

Aproveite! Não é sempre temos oportunidade de aliar qualidade e preço popular, e ainda num dia comemorativo como esse!

quinta-feira, 3 de maio de 2012

MEU ANIVERSÁRIO =)


Eita que chegou de novo!
Estou a trintar hoje!  =)

Não, não me sinto velha, para isso falta só um zerinho. Talvez com 300 eu me sinta velha... rsrs
Estou me divertindo ao fazer 30, é engraçado... Tão normal, mas tão maduro ao mesmo tempo!
Estou me organizando um álbum com uma foto de cada aniversário vivido. Como não tenho de todos, encontrei fotos em que tivesse aquela idade.

No ano passado, nessa data, postei Mercedes Sosa cantando ' Gracias a la vida', e hoje volto com ela e Beth Carvalho, cantando 'Solo le pido a Dios'...
E essa música não é, necessariamente de aniversário, mas para mim é um lembrete para viver o hoje! 

Esse presente que ganhei mais uma vez hoje, que é o próprio tempo presente!

"Eu só peço a Deus (...) que a morte não me encontre, um dia, solitário, sem ter feito o que eu queria..."
E assim canto, cheia de emoção, mas sem nenhum pesar...
"Eu canto tanto quanto preciso for, eu canto porque nunca vai ser demais...", como diria a Turma do Balão Mágico. rsrs
Bem, quem já tem trinta, vai saber de que turma estou falando... rsrs

O vídeo que anexei aqui está com uma resolução e som bastante degradados. Mas traz as duas cantoras, ao vivo, e o público ensandecido de aplaudir, em 1988 na Argentina (se o google não mentiu pra mim).
Ainda que estivesse com baixa qualidade de gravação, preferi colocar esse vídeo, pois muitas pessoas já fizeram apresentações com a música, mas cada uma traz o seu olhar, e nenhum deles casa com o meu.
Permita-se ver a música e formar suas próprias imagens. Para mim, elas são de alegria, esperança, e uma maravilhosa oportunidade de aproveitar o dia!

Que o dia do meu aniversário seja maravilhoso para você!!!!





Eu só peço a Deus



Eu só peço a Deus

Que a dor não me seja indiferente

Que a morte não me encontre um dia 

Solitário sem ter feito o q’eu queria


Eu só peço a Deus

Que a dor não me seja indiferente

Que a morte não me encontre um dia 

Solitário sem ter feito o que eu queria


Eu só peço a Deus

Que a injustiça não me seja indiferente

Pois não posso dar a outra face 

Se já fui machucada brutalmente


Eu só peço a Deus

Que a guerra não me seja indiferente

É um monstro grande e pisa forte 

Toda fome e inocência dessa gente



Eu só peço a Deus

Que a mentira não me seja indiferente

Se um só traidor tem mais poder que um povo 

Que este povo não esqueça facilmente



Eu só peço a Deus

Que o futuro não me seja indiferente

Sem ter que fugir desenganando 

Pra viver uma cultura diferente